Esta exposição é uma selecção antológica da Colecção de Pintura Portuguesa do Museu Nacional de Arte Antiga, cujo espaço de exposição permanente vai ser ocupado, de Julho a Outubro, pela grande exposição “Encompassing the Globe. Portugal e o Mundo nos séculos XVI e XVII”, acontecimento central na programação do MNAA em 2009.

A antologia é representativa do arco cronológico e dos principais autores que caracterizam essa importante colecção. Ocupando 7 salas da galeria de exposições temporárias do museu, trata-se de uma sequência de 63 obras, organizadas cronologicamente, que ilustram também, de modo muito completo, os percursos fundamentais da arte da pintura em Portugal, desde o núcleo “fundador” quatrocentista atribuído a Nuno Gonçalves, até às derradeiras obras de Vieira Portuense e de Domingos Sequeira, já nos inícios do século XIX.

Entre estes dois marcos, a exposição aborda amplamente alguns outros núcleos essenciais:
- A brilhante pintura retabular da primeira metade do século XVI, executada por pintores luso-flamengos (Francisco Henriques, Frei Carlos e o chamado Mestre da Lourinhã) e por oficinas de Lisboa que trabalharam na esfera do poder régio e religioso (Cristóvão de Figueiredo, Gregório Lopes, Garcia Fernandes, Diogo Contreiras).
- A pintura maneirista e proto-barroca, entre a segunda metade do século XVI e os finais do seguinte, onde às continuidades temáticas no âmbito da imagem religiosa (Gaspar Dias, Amaro do Vale) se associam importantes novidades no domínio do retrato e da natureza-morta (Cristóvão de Morais, Domingos Vieira, Josefa d’Óbidos).
- A produção setecentista, da época joanina e dos anos pós-terramoto, onde avultam as presenças de Vieira Lusitano, Glama ou Pedro Alexandrino.

A exposição termina com um tema camoniano e última redescoberta para a história da nossa pintura antiga, a Súplica de Inês de Castro de Vieira Portuense, quadro pintado originalmente para o Palácio da Ajuda, c. 1803, levado depois para o Brasil e recentemente adquirido pela Fundação Caixa Geral de Depósitos, que o depositou no Museu Nacional de Arte Antiga.